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Companheiros atendentes: agora é a nossa vez!!!

25/05/2011


 

José Araújo Pinto-Atendente-DR/BA

 

Quem trabalhou na chefia das agências da ECT no início dos anos 90 pode presenciar um ciclo de escravidão jamais aplicado a um servidor público (empregados para a ECT). Para começar, fomos os únicos servidores públicos lesados pelas URPs, planos Collor e Bresser, nada recebendo até hoje. Em seguida viramos empregados não remunerados do INSS, quando naquela época os pequenos postos fecharam e foi parar nas nossas agências, onde fizemos o que nenhum servidor do INSS fazia sozinho, desde entrevistas, concessões de benefícios e até perícias médicas - o que não era de nossa competência. Em seguida passamos a pagar benefícios sociais, como vale-gás e bolsa renda - nas pequenas agências apenas um funcionário para atender milhares de beneficiados.

Em 2002 veio o Banco Postal, uma mini-agência do Bradesco, onde fazemos o trabalho de escriturário, caixa e subgerente, além da sobrecarga de trabalho já existente nos Correios. Com isso viramos verdadeiras máquinas humanas e fazemos o que nenhum funcionário do Bradesco faz sozinho, até trabalho de segurança, já que a maioria das agências não tem; colocando assim a nossa vida em risco.  Para piorar nossa situação, substituíram as REOPs pelas REVENs e parte do trabalho caiu em nossas costas, completando assim nossa escravidão. Para aumentar a piora, temos um sistema operacional ruim e com equipamentos jurássicos que nos causam insegurança e lentidão nas operações.

Não é raro encontrar pelo Brasil colegas que tenham pago o equivalente a um carro zerinho para trabalhar nesses quase 10 anos de BP. Prometeram remuneração singular para nós e até hoje só enrolação. Agora com tanta carga de trabalho, chegamos ao limite e o stress está tomando conta de nós. Não agüentamos mais tantas cobranças, e se continuar assim ficaremos loucos antes de nos aposentar.

A próxima data-base está se aproximando e a exemplo de nossos carteiros vamos à luta. Vamos lutar pela nossa equiparação a bancários, pois exercemos mais de 60% de nosso tempo de trabalho prestando serviço de banco. Vamos também lutar por condições dignas de trabalho, sistema operacional mais moderno e pela nossa segurança.

Já estamos bem representados nos sindicatos e vamos participar ativamente das assembléias e fazermos a mesma greve que os bancários fazem: fechar as agências e colocar faixas e aqueles que exercem cargo de confiança cumpram o horário trancados dentro das agências fazendo apena serviços internos. Vamos reagir para não continuarmos escravos. Agosto vem aí e se não nos atenderem VAMOS PARAR!


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