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Roteirização nos Correios gera atrasos, sobrecarga e revolta dos trabalhadores

12/03/2026

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     Para quem ainda não conhece, a imagem que ilustra essa matéria  trata-se do  desenho animado, Pink e Cérebro, eles acreditam que  com suas  ideias mirabolantes, irão conquistar o mundo, mas no final de cada  episódio tudo vira um fracasso. E por falar em fracasso, atualmente na direção nacional dos Correios também temos vários Pinks e Cérebros, destaque para o mais " Cerebral"  de todos, o presidente  Emannoel Rondon.
A implantação do sistema de roteirização das entregas pelos Correios tem gerado uma série de dificuldades operacionais e críticas por parte de trabalhadores e representantes sindicais em diversas regiões do país. Em Alagoas infelizmente não é diferente: a medida tem provocado atrasos nas entregas, sobrecarga de trabalho e prejuízos tanto para os clientes quanto para a própria empresa.

     São diversos os problemas enfrentados pelos carteiros, dentre eles a falta de cobertura de sinal das operadoras de telefonia em muitas localidades.o que dificulta a utilização dos dispositivos móveis exigidos pelo novo modelo de entrega. Sem conexão adequada, diversas operações do sistema ficam comprometidas, gerando atrasos e muitas vezes devolução dos objetos.

     Outro ponto criticado é que a roteirização retira a autonomia de profissionais experientes, que durante anos construíram conhecimento detalhado sobre suas áreas de atuação e os destinatários atendidos. Antes, muitos carteiros organizavam suas rotas de forma estratégica, levando em consideração fatores como horários dos moradores, características das ruas e especificidades dos bairros. Com o novo modelo, esse conhecimento acumulado acaba sendo desconsiderado.

     O resultado, segundo relatos de trabalhadores, é o aumento do número de encomendas retornando para as unidades e o acúmulo de objetos nos  CDDs e CEEs. Em algumas unidades, os Centros de Distribuição e de entregas de encomendas, estão lotados de objetos  atrasados  e devolvidos, reflexo direto das dificuldades impostas pelo desastroso sistema. Além dos impactos operacionais, o sindicato alerta para possíveis prejuízos financeiros para a empresa, já que atrasos nas entregas podem resultar em pagamento de multas contratuais e reclamações de clientes. A situação é ainda mais preocupante diante do momento financeiro delicado vivido pela estatal.

     A direção do sindicato avalia que a medida prejudica trabalhadores, clientes e a própria empresa, podendo contribuir para o enfraquecimento da estatal.
O presidente do Sintect-AL, Alysson Guerreiro, fez duras críticas à direção dos Correios e à forma como a roteirização vem sendo implementada.
"Essa roteirização foi imposta de cima para baixo, sem diálogo com quem realmente conhece o trabalho nas ruas. Os carteiros têm experiência, conhecem cada endereço, cada morador, e agora são obrigados a seguir um sistema que  jamais irá dar certo para esse tipo de operação. O resultado é atraso nas entregas, retorno de encomendas e CDDs lotados de objetos acumulados. Quem perde é o trabalhador, o cliente e a própria empresa.”

     Alysson Guerreiro também criticou diretamente o presidente dos Correios: "É inadmissível que a direção dos Correios insista em um modelo que claramente não funciona na prática. Em vez de investir em contratação de pessoal, estrutura e valorização dos trabalhadores, a gestão prefere apostar em medidas que aumentam a pressão e pioram o serviço. Esse tipo de atitude absurda, mostra mais uma vez a falta de compromisso com a empresa e principalmente  com nossa sofrida categoria, que é quem verdadeiramente valoriza a ECT.
O Sintect-AL, continuará acompanhando a situação e cobrando mudanças no modelo de implementação da roteirização para evitar novos prejuízos à categoria, aos clientes e à própria empresa".

   Continuaremos denunciando toda e qualquer medida que aumente a exploração dos trabalhadores e prejudique a qualidade do serviço prestado à população. Os trabalhadores não podem pagar a conta da má gestão !!!


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