26/03/2026
O Sintect-AL manifesta profunda preocupação com os rumos adotados pela atual gestão da Correios, sob a presidência de Emmanoel Rondon, indicado pelo presidente Lula.
As medidas implementadas, apresentadas como "modernização", têm, na prática, gerado um cenário de precarização das condições de trabalho, queda na qualidade dos serviços e aumento da insatisfação tanto de trabalhadores quanto da população.
Entre os principais pontos de crítica estão:
-Roteirização ineficiente e descolada da realidade:
A chamada “roteirização” vem sendo aplicada sem considerar as condições reais de trabalho nas unidades e nas ruas. O resultado é sobrecarga para os trabalhadores, aumento do tempo de entrega e crescimento dos atrasos, afetando diretamente a credibilidade da empresa.
-Imposição da escala 12x36:
A tentativa de ampliar a jornada por meio da escala 12x36 ignora os impactos físicos e psicológicos sobre os trabalhadores. Trata-se de uma medida que intensifica a exploração da mão de obra, reduz a qualidade de vida e compromete a segurança no trabalho.
-Redução do efetivo via PDV:
Os programas de desligamento voluntário (PDV) vêm esvaziando o quadro de funcionários sem reposição adequada(inclusive tendo um concurso público realizado sem ter contratado ninguém até o momento). Isso gera acúmulo de funções, unidades desfalcadas e um serviço cada vez mais lento e ineficiente.
Na contramão do mercado, enquanto empresas concorrentes investem em tecnologia, ampliação de equipes e melhoria logística, a atual gestão dos Correios segue no sentido oposto: reduz pessoal, aumenta a pressão sobre os trabalhadores e compromete a capacidade operacional da empresa.
O Sintect-AL alerta que esse conjunto de ações não representa modernização, mas sim um processo de enfraquecimento de uma empresa pública estratégica para o país. A população já sente os reflexos: atrasos, falhas nas entregas e perda de confiança no serviço.
Reafirmamos o nosso compromisso na defesa dos trabalhadores e de um serviço postal público, eficiente e de qualidade. É urgente rever essas políticas e construir soluções que valorizem quem faz os Correios funcionar diariamente.
A luta é por respeito, condições dignas de trabalho e pela preservação de uma empresa essencial para o Brasil.
FORA EMMANOEL RONDON !