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Jayme Miranda: 100 anos de um símbolo da resistência à ditadura militar

Jornalista, advogado e dirigente comunista alagoano, Jayme Miranda completaria 100 anos em 2026. Sua história permanece como símbolo da luta pela democracia e contra o autoritarismo."

18/07/2026

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No dia de hoje, 18 de julho de 2026, o jornalista, advogado e dirigente comunista alagoano Jayme Amorim de Miranda completaria 100 anos. Seu centenário representa um momento de homenagear um homem que dedicou sua vida à defesa da democracia, da justiça social e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
Nascido em Maceió, Jayme Miranda foi um dos principais dirigentes do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Perseguido pela ditadura militar, foi preso por agentes da repressão em 4 de fevereiro de 1975, no Rio de Janeiro, e nunca mais foi visto. Casado com Olga Miranda e pai de quatro filhos, teve sua morte e desaparecimento político reconhecidos oficialmente pelo Estado brasileiro.
Em um dos períodos mais violentos da história do Brasil, a ditadura militar durou 21 anos (1964–1985). Milhares de brasileiros foram presos ilegalmente, torturados, mortos, desapareceram ou foram obrigados ao exílio por defenderem a democracia, a liberdade e os direitos do povo.
Por isso, é inaceitável que ainda existam pessoas que neguem a existência da ditadura ou tentem justificar seus crimes. A história de Jayme Miranda é uma prova incontestável da violência praticada pelo regime militar. Seu sequestro, desaparecimento e morte foram reconhecidos oficialmente pelo Estado brasileiro e simbolizam o sofrimento de centenas de famílias que jamais puderam enterrar seus entes queridos. Negar esses fatos é desrespeitar a memória de Jayme Miranda, de todas as vítimas da repressão e da própria democracia brasileira.
Ao lembrar os 100 anos de nascimento de Jayme Miranda, a direção do SINTECT-AL presta sua homenagem e reafirma o profundo respeito ao seu legado de coragem, resistência e compromisso com a democracia. A entidade também manifesta sua solidariedade à sua viúva, Elza Miranda, aos seus quatro filhos, netos, bisnetos e a todos os familiares, que há mais de cinco décadas convivem com a dor da perda e da ausência provocadas pela violência da ditadura militar.
Porque um povo que esquece seus mártires abre caminho para que a injustiça volte a acontecer. A memória de Jayme Miranda permanece viva como um farol de resistência, e sua luta continuará inspirando todos aqueles que defendem a democracia, a liberdade e os direitos do povo brasileiro. Ditadura nunca mais!!!

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