12/08/2026
A direção dos Correios conseguiu transformar uma negociação que deveria tratar da valorização dos trabalhadores em um verdadeiro ataque aos direitos da categoria.
De um lado, apresenta uma proposta vergonhosa de apenas 0,87% de reajuste nos benefícios, quando o INPC acumulado foi de 4,35%. Ou seja, a empresa oferece apenas cerca de 1/5 da inflação do período.
No vale-alimentação, o absurdo fica ainda mais evidente: o reajuste proposto representa míseros R$ 0,47 no valor facial.
Enquanto o trabalhador enfrenta aumento no supermercado, aluguel, combustível, medicamentos e nas contas do dia a dia, a direção dos Correios aparece com uma pproposta para os benefícios que não recompõe nem de longe a inflação.
A empresa também pretende mexer na estrutura de responsabilidade pelo plano de saúde, propondo deixar de ser “mantenedora” do plano. Na prática, isso significa retirar dos Correios uma responsabilidade fundamental pela manutenção da assistência à saúde dos seus empregados, abrindo caminho para transferir cada vez mais custos e responsabilidades para os trabalhadores.
É um ataque nos benefícios e ao mesmo tempo, um ataque à saúde da categoria. Querem que o trabalhador aceite perder poder de compra nos benefícios e, ainda por cima, fique cada vez mais desprotegido em relação ao seu plano de saúde.
O SINTECT-AL repudia essa proposta e continuará denunciando qualquer tentativa de retirar direitos, reduzir benefícios ou transferir para os trabalhadores responsabilidades que devem ser assumidas pela empresa.
Se a direção dos Correios e o governo Lula não recuarem desses ataques e não apresentarem uma proposta digna, os sindicatos, junto com as Federações, vão construir uma grande greve nacional. A categoria está disposta a lutar para defender seus salários, benefícios, plano de saúde e direitos!