25/08/2026
Na noite desta da-feira, o Auditório Dennis Queiroz ficou completamente lotado durante a Assembleia Geral dos trabalhadores dos Correios. Em uma demonstração de unidade da categoria, a proposta apresentada pela empresa foi rejeitada por unanimidade, mantendo o estado de greve até o dia 10 de setembro. Caso não haja avanço nas negociações, a greve será inevitável. Os diretores Mariana Carvalho e James Magalhães, que participaram diretamente das negociações em Brasília, fizeram duras críticas à proposta da empresa. Ambos foram unânimes ao classificá-la como medíocre, destacando principalmente o reajuste de apenas 0,87% e a tentativa de alterar o modelo de custeio do plano de saúde, considerada um dos maiores ataques aos direitos da categoria. Na abertura da assembleia, o presidente Alysson Guerreiro, ao lado da secretária da Mulher, Mariana Carvalho, saudou a expressiva participação feminina, ressaltando a importância do protagonismo das mulheres na mobilização sindical. Alysson também criticou duramente a direção dos Correios e propôs uma nota de repúdio contra o presidente da empresa, Emanuel Rondon. O secretário-geral Altannes Holanda apresentou e explicou, uma a uma, as cláusulas da proposta patronal. Ele chamou atenção de forma especial para o reajuste de 0,87% no tíquete-alimentação, que representa apenas R$ 3,00 de aumento, classificando o índice como um desrespeito aos trabalhadores. Principais pontos rejeitados pela categoria
Redução da licença-paternidade de 22 para 20 dias; Redução da idade da licença por adoção de 14 para 12 anos;
Fim da cláusula de averiguação de assédio;
Extinção da maioria dos Grupos de Trabalho (GTs) regionais e nacionais;
Nenhum avanço nas cláusulas sociais e de proteção às mulheres
Retirada da mantença do plano de saúde e eliminação do teto da coparticipação;
Fim da cláusula dos 70% de adiantamento das férias; Reajuste de apenas 0,87%, equivalente a R$ 3,00 no tíquete-alimentação, sem reajuste salarial e nas demais rubricas;
Continuidade da reestruturação, com extinção de adicionais e fechamento de unidades.
Ao final das explanações, a proposta foi submetida à votação e recebeu rejeição unânime dos trabalhadores presentes, reforçando a disposição da categoria em defender seus direitos e pressionar por uma proposta digna.