06/11/2026
A gestão de Emmanoel Rondon parece ter transformado a perseguição aos trabalhadores grevistas uma prioridade, mesmo que, para isso, coloque em risco a qualidade dos serviços prestados pelos Correios e a credibilidade da própria empresa. A proibição da participação dos trabalhadores grevistas na operação logística do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma decisão absurda, que levanta sérios questionamentos sobre os verdadeiros interesses por trás dessa medida.
Estamos falando de trabalhadores que, em sua maioria, já participaram de operações anteriores do ENEM, acumulando anos de experiência, conhecimento técnico e domínio dos procedimentos necessários para garantir que tudo funcione corretamente. Mas, em vez de aproveitar essa experiência e valorizar quem conhece a operação na prática, a gestão prefere afastar esses profissionais e recorrer a empregados de outros setores, inclusive da área administrativa, para tentar suprir a necessidade de pessoal. Desde quando a experiência dos trabalhadores vale menos do que a condição de terem participado ou não de uma greve?
A pergunta que precisa ser respondida por Emmanoel Rondon é muito simples: qual é a justificativa técnica e operacional para impedir que trabalhadores experientes participem de uma atividade na qual já atuaram em anos anteriores?
Seria apenas para evitar o pagamento de horas extras aos grevistas? Ou estamos diante de mais um episódio de retaliação e discriminação contra trabalhadores que exerceram um direito constitucional? Independentemente da justificativa que a empresa venha apresentar, a decisão demonstra uma gestão que parece colocar disputas com os trabalhadores acima do interesse público.
É importante deixar uma coisa muito clara: torcemos que tudo funcione perfeitamente, que as provas sejam entregues dentro dos prazos e que a população tenha a garantia de um serviço de qualidade. Entretanto, não podemos fechar os olhos para uma decisão administrativa que pode comprometer justamente esse resultado. Se a operação apresentar falhas, atrasos ou dificuldades decorrentes da falta de pessoal experiente, a responsabilidade não poderá ser transferida aos trabalhadores grevistas. A responsabilidade será de Emmanoel Rondon e de toda a sua gestão!
Não se pode improvisar em uma operação dessa magnitude por causa de disputa pessoal com trabalhadores grevistas. A logística do ENEM exige planejamento, experiência, organização e, acima de tudo, respeito aos profissionais que fazem os Correios funcionar. O presidente dos Correios precisa entender que administrar uma empresa pública não significa governar por perseguição, impor punições disfarçadas de decisões administrativas ou tratar trabalhadores grevistas como inimigos da instituição.
A greve é um instrumento legítimo de luta dos trabalhadores. Quem participa de uma mobilização sindical não perde sua experiência, sua capacidade profissional nem sua dignidade. O que está em jogo não é apenas o pagamento de horas extras. É o respeito aos trabalhadores, a responsabilidade com o serviço público e a credibilidade de uma empresa que já enfrenta inúmeros desafios.
Portanto, estamos desde já alertando de forma antecipada: se houver problemas, que Emmanoel Rondon seja responsabilizado, já que está assumindo o risco e as consequências de sua decisão descabida, discriminatória e covarde !!!